28 de set. de 2010

Quando o Merthiolate ardia

Há algumas semanas atrás,recebi um email bem legal mostrando fotos e comentários a respeito da infância nos anos 90. Confesso que bateu aquele sentimento nostálgico,e comecei a pensar nas diferenças gritantes da época da minha infância em relação à infância dos dias atuais.Vendo o email e comparando as coisas,acho até hoje a infância dos anos 80 ainda melhor do que a dos 90 e a dos 00 a pior de todas,e vou tentar esclarecer o motivo.

Pra começo de história,nos anos 80 e ainda em boa parte dos 90,quase todo mundo morava em casa,e não trancafiado num apartamento.Claro que aqueles que moram no interior ainda tiveram mais chance de morar no nível do chão comparados aos das grandes cidades,enfim.Voltando ao pensamento,morar em casa era a coisa mais legal do que qualquer outro tipo de residência,pois todo mundo se conhecia na rua;seus amigos podiam ser da mesma rua que a sua ou até de outras ruas,juntando aquela turma imensa pra brincar,brigar e trelar mais do que tudo.A rua era o playgroud,a quadra,o lugar pra paquerar,pra comprar o picolé e a pipoca que estavam passando no carrinho, jogar queimado, barra-bandeira, pular corda, andar de bicicleta,subir em árvore...e as quadras residenciais eram o espaço ideal para brincar de esconde-esconde,brincadeira a qual sempre haviam armaçõezinhas para a pessoa que contava ficar contando até o jogo acabar.Na rua,não importava o colégio que você estudava,a sua renda familiar,entre outras coisas: todo mundo andava em bando e se divertia junto.

Muitas brincadeiras,como pega-pega,esconde-esconde,dono da rua,eram feitas apenas com o pessoal,ou com coisas bem simples,mas que garantiam a diversão para o dia inteiro.Um chinelo,por exemplo,servia muito bem de bandeira na brincadeira do barra-bandeira. Já um graveto servia para demarcar os limites do campo de futebol,queimado,dono da rua e até a própria barra-bandeira. Se a rua fosse de terra batida e tivessem plantas nos quintais das casas ou na calçada da rua mesmo,a terra e as folhas das plantas e árvores eram componentes ideais para garantir a refeição preparada pelas meninas que brincavam de casinha com suas bonecas e jogos de panelinhas que antes eram de barro,madeira e metais e depois passaram a ser de plástico.

Qualquer brinquedo era suficiente pra garantir a diversão,não importava qual fosse, cada um com sua simplicidade ou novidade tinha algo de singular que o tornava inesquecível. Hoje os brinquedos são praticamente os mesmos, o que muda entre eles é basicamente o preço, a quantidade de cores e efeitos; quanto mais piscar, mexer e falar mais, melhor. As crianças brincam por uma semana ou duas no máximo e esquecem dos brinquedos,querendo logo outro que as satisfaça. Não vou dizer que adorava brinquedos novos, mas o que eu quero dizer é que lembro dos brinquedos que eu tive, não de todos por conta do tempo, mas lembro da maioria, até mesmo dos brinquedos dos meus amigos.  



Boneca Moranguinho: lembro que tinha um cheiro bem gostoso,além disso,nada fazia e era o maior sucesso das meninas nos 80's e 90's. Procurando fotos de brinquedos na net,achei a boneca bolachinha,uma das poucas que falava na época,dizia que tava com fome e quando a gente colocava uma bolacha de plástico que vinha junto ela dizia: "Huum,que gostoso!".Era o máximo na época,uma novidade mesmo.Depois tem a imagem da boneca Tippy,uma das minhas preferidas.Já existia nos anos 80,tanto que herdei a boneca da minha irmã,mas eu adorava esse triciclo dela e não me importava que ela já estivesse velha e meio acabadinha. Fizeram um "remake" da boneca anos e anos depois,mas pelo jeito não colou,já que brincar de entrar no orkut, falar no msn,pintar as unhas de vermelho sangue e usar roupa de mini-piriguete é mais legal para as meninas de 7,8 anos nos dias de hoje...

Até a Barbie de antigamente era mais legal,não sei se era porque não existiam tantas imitações ou porque suas roupas e acessórios (quase sempre uma escovinha para cabelo e um sapatinho) eram encantadores para as meninas,como modelo de jovem bonita,inteligente e independente (a parte de ser fútil veio com o tempo). Hoje em dia,apesar de a Barbie vir com tantos acessórios junto da boneca na caixa,já são poucas as compradoras dela. Ahh,a bebê dodoi,dormi junto com ela até uns 11 anos,tinha medo de sair com ela na rua para não sujar sua roupinha branca,se ela caísse no chão era o terror pra mim. Pra vocês verem como a inocência de hoje não atinge os 11,12 anos nem a pau; 11 anos já é idade pra beijar na boca. Por fim,a fofolete.Qual menina nunca teve uma dessas?Até minha mãe teve,até hoje tem uma bem velhinha,toda se desmanchando na casa da minha avó.



Pra não deixar os meninos de fora,já que falei um parágrafo inteiro sobre bonecas e como sei pouco sobre os brinquedos masculinos,vou mostrar aqui aqueles os quais toda a turminha da rua se juntava pra brincar  quando os meninos não queriam mais jogar bola ou as meninas enjoavam de brincar de casinha. Quem não lembra das molas,de várias cores?Só de ficar mexendo de um lado para o outro já era o máximo de,mas claro que nós,creonças,inventávamos de tudo pra tornar a brincadeira mais legal (vulgo: perigosa), assim como o tec-tec,que tem esse nome pelo barulho que faz quando as bolinhas se chocam. Perdi as contas na época de quantas vezes eu machuquei minhas mãos e braços,eles sempre tinham manchas roxas por causa do brinquedo.Mesmo sendo bem baratinho,acho que R$2.OO, minha mãe comprou o tec-tec praticamente à força, já que ela achava um perigo pra mim,mas eu insisti e a venci pelo cansaço e por mais que eu me machucasse,eu não deixava de brincar,era um brinquedo individual e ao mesmo tempo conseguia juntar o pessoal para brincar juntos e ensinar uns aos outros outras manobras, o que me leva a mencionar também o iô-iô (até hoje não entendo como via graça em ver um cilindro achatado subindo e descendo). 

Qual mãe nunca se irritou profundamente com você,quando espalhava a gelequinha no chão da sala,  juntando poeira,pêlo de bicho e melava o tapete? Aquele troço tinha um cheiro tão ruim que eu não sei como ele se tornou uma moda na minha infância. Outro brinquedo que melava pra caramba não só a sua casa, mas as suas roídas unhas, era a massinha de modelar da Estrela ou da Play-Doh. Meninas usavam pra fazer comidinha e meninos pra fazer melequeira mesmo.

Quem não lembra também do pega-vareta, pequeno engenheiro, lig-4 (também herdei da minha irmã), das mini-garrafas de coca-cola que nos deixavam curiosos em saber se realmente tinha coca-cola dentro delas e do boneco Baby,da família dinossauro? E quem nunca teve um balde de lego? Sempre haviam pecinhas espalhadas pela casa, sempre levava bronca por isso, mas nem me importava. E uma das maiores febres da década, o Tazo? Lembro que nem gostava de todos os salgadinhos da Elma-Chips,mas só comprava pra pegar o tazo brilhante ou aquele grossão,parecia uma caça ao tesouro. A coisa foi tão grande que, na minha escola, não importava mais a diferença de idade ou de séries do ensino fundamental I; todo mundo descia para o recreio com seus porta-tazos para trocar, apostar, jogar bafão e exibir seus novos tesouros uns para os outros.

E ainda mais: além do porta-tazo,íamos para o recreio muitas vezes com um álbum de figurinhas debaixo do braço,procurando alguém para trocar as repetidas por outras novas.Qual criança da minha época que nunca juntou aquelas moedas ou encheu o saco dos seus avós para ganhar aquela notinha de um real (in memorian) para comprar um pacote de figurinhas na banca da esquina? Na época da Copa do Mundo, nesse ano mesmo, passando por uma banca de revista, vi uns meninos com seus pais reunidos em algumas mesas trocando figurinhas do álbum da copa!Tive uma sensação tão esquisita,mas boa,uma sensação de que nem todas as coisas boas e simples de antigamente caíram no esquecimento.



Com o inevitável avanço tecnológico, os brinquedo eletrônicos foram ganhando cada vez mais aperfeiçoamento e vez nas lojas de brinquedos. A turminha da rua passou a se juntar na casa de um amigo não mais para assistir tv ou jogar algum jogo de tabuleiro,mas para jogar videogame. No começo,as marcas eram poucas e os modelos bem simples,mas novidade é sempre novidade,e não deixou de ter sucesso com a garotada. O tal do brick-game era relativamente barato em relação aos videogames da tv e quebravam um galho danado. Já o Pense Bem da TecToy não era um jogo, mas tipo um mini computador, com atividades parecidas com as que esses notebooks da xuxa têm hoje. Ele vinha com um livrinho de exercícios e você podia comprar outros separadamente. Minha amiga tinha esse modelo mais antigo e eu um mais avançado, mas eu achava o dela mais legal por ter mais cara de computador e ela achava o meu mais legal por ser uma versão mais atual na época e mais bonito e leve. No fim de semana, uma ia pra casa da outra com seus Pense Bem para trocar e brincar, uma com o Pense Bem da outra.

O primeiro videogame que eu e minha irmã tivemos foi esse ao lado do Super Nitendo, o Master System III,da marca Sega. Quase não jogava nesse videogame,aliás mal chegava perto porque minha irmã não deixava. Ficava com raiva disso, mas penso que pra mim foi melhor; eu simplesmente não jogava videogame,mas ia brincar de lego, de boneca,andar com a minha bicicleta Monark e assistir aos meus desenhos favoritos na tv. Acho que não perdi muito com isso, só o que eu consegui foi ser péssima no tal do videogame e mesmo quando eu ganhei meu Nitendo, eu continuei ruim e ainda preferia pular corda ou brincar de queimado com as minhas vizinhas do prédio. Hoje eu sou a pior sempre quando vou jogar Wii na casa da minha amiga, mas nem me importo, pois o tempo que eu passei longe do videogame quando era mais nova foi bem aproveitado, com certeza.

Outra febre dos 90's foi o bichinho virtual, o Tamagoschi (não sei se escreve assim mesmo). Esse chaveirinho vivia em falta nas lojas porque a procura era imensa. Eu e minhas primas, é claro, corremos para comprar mas, sinceramente, quando eu olhei praquele minúsculo ET de mentira eu fiquei meio frustrada (e minha mãe manifestada porque achava um absurdo um chaveiro custar tão caro).

Coloquei essa fotinha do Ferrorama que, apesar de ser bem antigo, é muito lembrado ainda hoje. Essa brinquedo dos anos 80 marcou-me muito. Ele era do meu primo, mas ficava guardado na casa da minha avó e toda vez que eu pra lá eu ficava doida pra montar o trem, mas não deixavam e quando finalmente permitiram que eu brincasse com ele, o Ferrorama faltava mais peça do que tudo, só fiquei com os restinhos de alguns vações,da locomotiva e dos trilhos,mas foi o suficiente para mim e até hoje eu lembro daquelas poucas peças que eu consegui pegar.




Esse post tá ficando longo demais,mas é que as lembranças vão-se desenrolando pouco a pouco e faço questão de colocá-las aqui pra provar o quanto a criança dos anos 90 para trás foi mais feliz.

Criança que é criança adora assistir tv quando não está brincando ou fazendo coisa errada. Não podia deixar de mencionar os desenhos e programas mais legais que passavam na tv aberta,pois na época eu não tinha tv a cabo, mas era bastante satisfeita com a programação infantil. O lado bom de ficar doente,pra mim,era poder passar a manhã inteira assistindo aos desenhos, já que a tarde passavam outros programas. Nessa montagem não tem nem metade dos desenhos que eu assistia, mas todos eles nem se comparam aos de hoje,sério. Pra começar, os heróis dos desenhos eram de forma humana e lutavam contra vilões,montros,o que fosse. Hoje em dia, a maioria dos heróis são robôs ou gente que se transforma em monstro (WTF?!),como assim?Oi?Um herói em forma de monstro pra lutar contra outro monstro?Isso mostra o que,que heróis humanos não são capazes de lutar contra monstros e vilões? WTF?! novamente.

Antigamente,os bichinhos eram protagonistas de desenhos sensacionais,que faziam a gente rolar de rir, como os Looney Tunes,Pica-Pau ,Turma do Mickey,Scooby-Doo,Animaniacs,Zé Colméia, Tutubarão,Tartarugas Ninjas,Thundercats,entre outros. Os Ursinhos Carinhosos tinha um tom mais de drama,mas era legal também. Hoje em dia os desenhos com animais são taxados de idiotas,possuem um enredo fraquíssimo,não atraem criança alguma e a maioria passa em canais para crianças muito pequenas,como o Discovery Kids. Em alguns canais da tv aberta ainda temos a sorte de ver as peripécias do Pica-Pau e as histórias do Pernalonga e de sua turma.

Os desenhos atuais para meninas são basicamente de bruxas,patricinhas fúteis ou menininhas sem noção com cara de emo. Coisa boa era ligar a tv no canal Manchete (in memorian) e assistir as guerreiras Sailor Moon, aí sim. Um desenho ou outro se salva hoje para as meninas,quando tem,pois no Cartoon Network,por exemplo,eu só vejo passar desenho para os meninos.Era melhor mudar logo o nome do canal para "Boy's Network" . A propósito,esse canal me decepcionou muito, eles praticamente excluíram os clássicos da programação e colocaram só alguns para preencher o horário da madrugada. Pela graça,cadê Johnny Bravo, O Laboratório de Dexter, os outros com animais que eu mencionei no parágrafo anterior, Du Dudu e Edu,os Flinstones?! William Hanna  e Joseph Barbera (in memorian) devem estar revirando-se no túmulo.Onde estão os personagens humanos? E animais? Por onde anda a imaginação das crianças que assistem monstros e armas o tempo inteiro?

Legal era ver o futurismo dos Jetsons,os modelos super descolados dos carros da Corrida Maluca,a imaginação fértil de Bobby,as batalhas da turma da Caverna do Dragão, Cavaleiros do Zodíaco(sim,eu assistia e achava o máximo),as trapalhadas do pimentinha Dennis, rir com as neuras de Doug Funny, a Mãozinha da Família Adams,os clássicos da Disney...É,já não fazem mais desenhos como antigamente,por isso compro dvd's pra minha sobrinha de 3 anos poder ter o privilégio que eu tive.



Algo que nunca esqueci era que sempre ao voltar da escola, na hora do almoço,eu entrava em casa correndo e ligava a tv pra não perder essa novela do sbt chamada Carrossel de que tanto gostava e não tava nem aí se era mexicana,colombiana ou qualquer outra coisa,eu queria era estudar na escola que os personagens da escola estudavam e usar a farda deles,achava linda. Admirava-me também como a amizade entre as crianças daquela escola era tão fiel e companheira,uns protegiam aos outros,consolavam-se,aprontavam juntos,choravam juntos...Essa novela me ensinou o que era ter amigos de verdade e a perceber quais eram e quais não, e isso meio que me ajudou na escola onde estudei quando era pequena,pois eu a odiava e não gostava da maioria das pessoas que estudavam comigo. Os amigos verdadeiros que eu tive na minha primeira escola não completam atualmente nem os dedos de uma mão.

Por falar em sbt,o pessoal por aí vive descendo a lenha no canal porque os seriados que ele exibe sempre são cortados ou mal dublados,além de serem tirados e colocados na programção sem aviso algum. Quanto a questão eu concordo plenamente,mas foi graças à emissora de Silvio Santos que eu tive meu primeiro contato com o mundo dos seriados,livrando-me de algum futuro vício em novelas. Chaves diverte a galera desde os anos 70 e conseguiu me divertir bastante. Outra série que adorava era Punky,a levada da breca,dos anos 80; mesmo sem entender algumas piadas,eu ria e chorava assistindo. Rir mesmo era com Will Smith em Um Maluco no Pedaço, muito bom mesmo, hoje em dia passa nas madrugadas do canal Nickelodeon. Três é demais não passa mais em canal algum,pelo que eu saiba,o que é uma pena,era um seriado super família,sempre falava de união e amizade e as gêmeas olsen ainda eram uma gracinha na época. Pra terminar, Blosson tratava de uma adolescente bem no início dessa fase,mas nem se comparava às "adolescentes" de alguns seriados atuais (Gossip's Girls da vida) que nem vou comentar.

Outros programas eram divertidos e educativos ao mesmo tempo,a criança aprendia certas coisas sem perceber. A maioria deles passava na tv Cultura: X-tudo,Glub-Glub,Rá-tim-bum e Castelo Rá-Tim-Bum. No sbt, era o programa Passa ou Repassa que fazia a turma sentar na frente da tv pra assitir o jogo de perguntas e respostas com torta na cara. Até no prédio que eu morava teve essa brincadeira,só que eu era pequena demais para participar das tortadas,então ficava na torcida (pior que eu sabia responder algumas perguntas e isso me deixava revoltada).

As manhãs em casa,doente,também me divertiam com a Família Dinossauro e TV Colosso. Quando eu não estava assistindo Carrossel no almoço,eu estava rindo e me engasgando com os Trapalhões, que passavam sempre antes do Globo Esporte. Finalzinho de tarde era a hora marcada pra assistir TV CRUJ e mandar o Macaco dar o play. Nessa época, Malhação era ainda na academia e eu ficava disputando o controle da tv com a minha irmã porque ela queria ver os gatinhos globais e eu queria ver os desenhos da Disney no sbt. A gente brigava também quando ela queria assistir Confissões de Adolescente no canal Cultura,só que a briga era porque ela não queria que eu assistisse por ser muito pirralha.


 


Caramba,é tanta coisa pra falar que com certeza esse mega texto tá mega cansativo,empolguei-me bastante,mas nesse assunto é impossível eu não me empolgar já que a quantidade de informações é imensa. Sempre fui nostálgica mesmo, mas juro que o textão tá perto de terminar.

Ainda não mencionei o que nos fazia usar todo o dinheiro do lanche para comprar ou então somá-lo com as moedinhas de troco acumuladas durante a semana. Além de fazer um mal danado quando exagerávamos (quase sempre) na dose, as guloseimas que a gente consumia sempre tinham algo de especial para nos atrair,seja os adesivos que não colavam direito do chiclete ploc,seja o palito do pirocóptero e o brinquedinho que vinha dentro do kinder ovo,quando ele era realmente chocolate e não uma casca de plástico com um creme e duas bolas dentro para melar e comer (WTF?!) ;chocolate mesmo como o do antigo kinder ovo só em época de páscoa ou pra quem tem a sorte de viajar para o exterior.

E quem nunca comeu aqueles pseudo-chocolates que vinham embalados com estampas de bola de futebol,ou em formato de guarda-chuva?Eita gosto ruim e bom ao mesmo tempo!Além do clássico pirulito do zorro,sempre comprava aquele que vinha junto com um pózinho azedo que estralava na boca e fazia barulho.O pirulito das Spice Girls nem se fala,quantas e quantas vezes fiquei sem lanchar e usei o dinheiro pra comprar só pirulito?Em tudo que era coisa minha tinha algum adesivo da Mel B,Mel C,Gary,Victoria e Emma em variadas poses.

Se minha mente fosse poluída naquela época,jamais sairia na rua com o dedo enfiado no pirulito push-pop e ainda por cima lambendo-o. No período em que ele lançou, o seu público-alvo principal ainda não via as coisas distorcidas como a maioria da galerinha infanto-juvenil vê hoje em dia; a idade pode ser a mesma,mas a nossa cabeça era completamente diferente,mas isso não nos prejudicou de forma alguma,muito pelo contrário,as crianças dos anos 90 viveram e aproveitaram plenamente cada fase das suas vidas no tempo certo,sem atrasos ou adiantamentos emocionais,físicos,sexuais,psicológicos,intelectuais,enfim.

O que eu vejo hoje em dia é muito pré-adolescente pagando de maduro sem nem ao menos saber o significado do que tá falando ou fazendo,acha que a vida é uma eterna balada regada a bebida e garotos, estes que, com 12,13 anos já fizeram coisas as quais gente de 20 que eu conheço não fez nem metade.E  não me venham com a desculpa de que estão a aproveitando a vida intensamente,porque todo mundo tem a oportunidade de desfrutar da sua vida e experimentar o que quiser,mas creio que cada fase nossa requer um tipo distindo de atitude, maturidade e comportamento; tudo tem de ser ao seu tempo, mas o livre arbítrio tá aí pra isso,quem sou eu pra julgar essas pessoas?

Torço muito pra que a minha sobrinha possa curtir cada fase da sua vida da melhor forma possível,se depender de mim vou tentar proporcionar para ela ao menos um pouco do gostinho da minha infância. A inocência dela me encanta demais e sua esperteza também: acho engraçado quando ela tenta cantar "Bad Romance",mas confesso que prefiro bem mais quando ela canta pra mim aquelas musiquinhas de escola ou até mesmo música de gente grande com alguma letra bonitinha,como a do cantor Buchecha, fico toda besta quando ela canta: "Avião sem asa,fogueira sem brasa,sou eu assim sem você..." daquele jeito que só uma menina de três anos canta.

Então,atuais e futuros papais e mamães, prestem muita atenção nos seus filhotes para depois não tomarem um susto quando eles fizerem 12 anos e chamarem vocês para tomar uma (grade) a fim de comemorar o fato de que estão "crescendo".

22 de set. de 2010

"It's too quiet, too quiet.."


"Somebody say something cause I can't take this silence anymore..."
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18 de set. de 2010

Mesmo que o tempo e a distância digam "não"



Sempre fui de guardar tudo aquilo que representou momentos marcantes e agradáveis recordações para mim,como cartas,lembrancinhas,aquele bilhetinho escrito no meio de uma aula chata,o papel de um chocolate dado por alguém especial,a vela usada numa festa surpresa feita para mim...Coisas assim que parecem lixo para alguns mas que para mim são de imensurável valor.Com as fotos e outros arquivos digitais não podia ser diferente,ainda bem que inventaram o cd e o dvd graváveis,pois já estaria  falida se revelasse todas as fotos que tenho gravadas comigo.

Pois então,agora a pouco estava a procura de algumas fotos antigas e comecei a ver os cd's e dvd's que eu tenho guardados para ver se conseguia achar as tais fotos. Eis que me aparece um cd com o título: "Carla-2006 Fotos,Trabalhos e Vídeos". Como tinha escrito "fotos" no cd,resolvi abrí-lo,mas as fotos que encontrei foram de alguns aniversários de amigas minhas e de umas viagens que eu fiz,fora os vídeos de trabalhos da escola e os trabalhos escritos. Mas um arquivo me chamou a antenção e nem fazia mais idéia de que ele existia,cujo nome é "reflexão",e então resolvi ver o que era,já que nunca gostei desses emails com textos religiosos,powerpoints de esperança,otimismo e afins e achei meio sem noção eu ter um arquivo desse tipo nas minhas coisas.

Quando eu abri o tal arquivo havia algo escrito por mim (sim,eu escrevia antigamente também!) e que agora penso que foi uma previsão para o ano de 2010:

"Terão momentos os quais você vai querer desistir.
Terão horas em que você só vai chorar.
Terão dias que você vai querer sumir.
Terão períodos que você não surportará mais nada.

Vai desejar ficar sozinho.
Vai almejar por um simples momento de alegria.
Vai pensar que todos o ignoram.
Vai achar que o mundo virou-se contra você.

Aí vão vir aqueles pensamentos ruins;aqueles que te matam por dentro.Fazem teu peito doer.Fazem lágrimas brotarem de seus olhos.Fazem você ter vergonha de si próprio.

Depois você se tranca num lugar e deseja apenas desistir de tudo.Pensa que não tem mais forças para seguir adiante,pensa que não é capaz,que não serve pra nada.Sente-se um inútil completo.

Mas após essa tempestade passar,você irá encontrar a calmaria,a paz,a esperança de que você precisa para continuar.As lágrimas secarão.A porta será destrancada.Aqueles pensamentos irão dissipar-se.Um sorriso involuntário vai surgir em seu lábios.Você não mais terá vergonha e sim alegria e energia.

E se não passar a tal tempestade?!Não temas,pois alguém que se importa com você,não importa quem,vai te estender a mão e te ajudará a levantar.Pode ser um amigo,alguém que já se foi.Algo que você tem na sua crença.Deus.Um anjo,enfim.Basta ter fé.Basta ter otimismo.Você irá caminhar e nada mais vai importar.


Carla-29-10-2006"

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Claro que é um texto bem manjado e repetitivo,mas o significado que ele teve em mim agora a pouco foi bem engraçado e estranho ao mesmo tempo e achei que devia mostrá-lo aqui. Será que naquela época eu já meio que pensava como hoje?Ou queria ajudar alguém?Seria ironia do destino?Uma previsão?Um próprio incentivo para mim no futuro?A única coisa que eu sei é que isso foi escrito 3 dias após o meu aniversário,e não consigo lembrar se estava triste ou não naquele 29 de outubro de 2006,ano bastante relembrado por mim até hoje.


A foto do post também é do cd no qual achei o texto,num feriadão que passei com minhas amigas na praia,acredito que tenha sido em 7 de setembro.

30 de ago. de 2010

With or without you






"Era um tipo de amor mais-ou-menos
E e eu vou tendo certeza de que não vá acontecer de novo
Você e eu tivemos que ser a piada do ano
Você era um nomâde, um achado e perdido
E não para mim, eu temo

Tire suas mãos de mim, ei
Eu não pertenço a você, você vê...
Dê um olhada no meu rosto, pela última vez
Eu nunca conheci você, você nunca me conheceu
Diga olá, acene um adeus
Diga olá e acene adeus..."

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#David Gray - Say hello,wave goodbye

24 de ago. de 2010

É caminhando que se faz o caminho


Por que raios é tão difícil mudar o curso das coisas?Mesmo se a situação na qual você se encontra está insuportável?Por que será que uma hora queremos uma coisa e depois acreditamos que outra coisa nos fará feliz?Diante de uma estabilidade,vale a pena bagunçar tudo na busca por novos objetivos que possam te realizar como mero mortal?

O negócio é o seguinte: eu achava que queria tal coisa pra minha vida,mas sempre fiquei dividida entre essa coisa e outra,sempre,desde pequena. Por, basicamente, conveniência e medo (sim,medo de enfrentar tamanhas dificuldades para conseguir o que queria),acabei optando por uma dessas duas coisas e me esforcei para conseguí-la, isso eu não nego,esforcei-me o bastante,mas tenho certeza de que foi um esforço bem menor do que a outra coisa requisitaria de mim.

Enfim, esforço compensado, alegrias a parte e vamos partir pra luta. Quando finalmente estou descansada mais do que o suficiente, começo uma nova vida. E o tempo foi passando e a insatisfação aumentando, e eu esperando pra ver se melhorava, porque geralmente a gente passa por um período de adaptação a uma nova rotina,coisa e tal. Mas isso não aconteceu, foi ficando uma rotina cada vez mais chata e pesada. O stress também fez parte,mas é super normal  um stress ou outro com tantas atividades para se fazer,SE você soubesse claramente que todo aquele árduo caminho valeria a pena,já que não  há sucesso sem sacrifício,principalmente quando se quer muito alguma coisa.

Mas não foi bem assim. Eu pensei: "Pra que p... eu tô me matando aqui,se nem sei se é isso mesmo que eu quero pra minha vida?!...". Penso que não sou a única criatura nesse mundo que já fez ou faz essa pergunta, mas alguns felizardos rapidamente adquirem a resposta certa, outros demoram para cair na real e outros nem chegam a tal resposta... E justamente quando eu comecei a me fazer esse questionamento com muito mais frequencia do que antes, eis que surge aquela minha patologia já mencionada. O que naturalmente aconteceu foi uma piora no meu quadro devido a essa minha agonia. Eu não conseguia deixar ao Deus dará, não conseguia "deixar a vida me levar...",eu sempre tive controle das minhas opções,do meu caminho,da minha vida, e essa instabilidade só me fez piorar,ainda mais quando algo dentro da minha cabeça começou a martelar pedindo para eu sair dali correndo e ir atrás daquela outra coisa que antes eu não quis.

Eu quase enlouqueci de tão nervosa que fiquei, foi uma sensação péssima, de fracasso mesmo; é terrível você ter uma coisa pela qual você batalhou nas suas mãos e ver que ela não te serve,sendo necessário procurar outra que sirva. Seria tão bom se fosse como uma roupa que não cabe em você, era só ir na loja e trocar por outra a qual fosse te satisafazer mais. É umas das piores sensações que eu já tive, ainda tô me acostumando a isso e reunindo forças pra começar de novo.

Olho ao meu redor e vejo quantas dificuldades existem agora e quantas outras ainda virão nos próximos capítulos,mas eu não tava conseguindo deixar tudo como estava,foi mais forte do que eu,bem mais.E eu espero (MUITO) que dessa vez eu possa acertar, enquanto ainda tenho chances para isso. Não adianta pensar sobre o motivo de não ter optado pelo outro caminho antes.Fui covarde naquela época,ou simplesmente imatura e despreparada o suficiente pra tomar uma decisão de peso incalculável para toda uma vida,não sei,já passou mesmo,não importa mais.

O que vem a seguir é o que eu mais temo,tô me sentindo sem chão,com medo de que não seja forte o bastante para uma nova batalha que, com a mais absoluta certeza,vai ser uma das mais difíceis de todas. Mas será que eu também deveria agradecer a algo ou alguém por ter chegado a esse ponto decisivo? Espero,de coração,poder responder a essa pergunta, daqui a um bom tempo, da melhor forma possível. Que a força esteja comigo e com vocês também.

Agradeço desde já aos meus melhores amigos e a minha familia que estão me dando uma força imensurável nesse momento. Sem eles, já teria feito besteira por aí. Meu amor por eles  já ultrapassa os limites da minha existência.

22 de ago. de 2010

Not a miracle





Tava mais do que na hora de isso acontecer...O engraçado foi que as pessoas ao meu redor que me fizeram perceber isso.Eu tava forçando demais a barra,atingindo o limite de emergência.

Não,não é de forma alguma pausa desse blog,é da minha vida mesmo.Tenho que repensar sobre meu futuro,procurar por outros caminhos,estabelecer novas metas,e principalmente buscar algo que me faça sentir viva novamente.

Minha cabeça agora tá pior do que um liquidificador,mil pensamentos ao mesmo tempo,sem processar nada direito.Se antes o dia de amanhã pra mim era um borrão,agora tá mais borrado ainda,difuso,mas acredito que com mais possibilidades reversíveis do que antes. Ainda sinto um peso tremendo de consciência,já que sempre carreguei esse senso de responsabilidade pra todo lado,como um reitor da minha vida,mas eu me sinto agora mais ou menos com uma música de Coldplay, "Fix you", com a certeza de que por mais que você se esforce, lute, corra atrás, nunca vai ser o suficiente. Por isso precisamos de "conserto" quando necessário.



Quando você faz o seu melhor, mas não tem sucesso
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa
Quando você se sente tão cansado, mas não consegue dormir
Preso ao contrário.

E quando as lágrimas escorrem pelo seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Quando você ama alguém, mas isso se desperdiça
Poderia ser pior?

Luzes vão te guiar para casa
E incendiar seus ossos
E eu vou tentar te consertar

Bem lá em cima no alto ou bem embaixo
Quando você está tão apaixonado para se libertar
Mas, se você nunca tentar você nunca saberá
Qual é o seu valor.

Luzes vão te guiar para casa
E incendiar seus ossos
E eu vou tentar te consertar

Lágrimas escorrem pelo seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Lágrimas escorrem pelo seu rosto
E eu

Lágrimas escorrem pelo seu rosto
Eu te prometo que aprenderei com meus erros
Lágrimas escorrem pelo seu rosto
E eu
Luzes vão te guiar para casa
E aquecer seus ossos
E eu vou tentar te consertar.

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E que o dia chuvoso de hoje seja pra lavar tudo isso pra que amanhã um Sol bem forte me faça levantar da cama de um jeito diferente.

18 de ago. de 2010

Anywhere but here



Anestesia (do grego antigo αν-, an-, "ausência"; e αἲσθησις, aisthēsis, "sensação"), tradicionalmente significa a condição de ter a sensibilidade (incluindo a dor) bloqueada ou temporariamente removida.s.f. Privação mais ou menos completa da sensibilidade geral, ou da sensibilidade de um órgão em particular, produzida por uma doença ou por um agente anestésico.

Desce uma anestesia bem forte pra mim,por favor. Só queria que tudo isso terminasse logo,o mais rápido possível.

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"Hoje dois garotos desapareceram sem barulho.E eu gostaria que eu fosse eles voando em algum lugar no céu..."

#Civil Twilight - Quiet in my town

15 de ago. de 2010

The freshmen


"Amor não é amor que se altera quando encontra alteração.
É a marca rígida que aparece numa tempestade e nunca se abala.
Amor não se transforma de hora em hora
Mas surge mesmo à beira da morte.
Quando a fica fica dura, quando as coisas mudam
O amor verdadeiro fica o mesmo..."

Seriam essas palavras de Shakespeare totalmente verdadeiras? Será que realmente um amor tão forte e profundo,como as palavras dele evidenciam, existe?Há algum tempo atrás eu diria com absoluta certeza que sim,mas atualmente tenho minhas dúvidas.

Será que realmente durante toda nossa vida o amor não muda?Não passa,não é substituído por outro?Ou será que nós achamos que temos outro amor,mas na verdade é apenas um paliativo contra aquele que você olha e diz: "É ele(a)" ? Será que um coração partido jamais esquecerá o amor da sua vida,mesmo ele tendo te machucado de todas as formas possíveis?E quando não há mais jeito de ter o seu amor,não se tem o direito de amar novamente com a mesma,ou até maior,intensidade?

Há quem diga,como Shakespeare, que o amor verdadeiro perdura até o o último minuto,mesmo com a distância,o tempo e as diversas circustâncias que a vida nos coloca. Já outros falam que tudo passa,inclusive o amor,e que sempre haverá um amor para curar o outro que não obteve sucesso. E ainda há quem diga que toda essa coisa de amor é besteira,perda de tempo.

Provavelmente, as pessoas que acreditam no amor mais duradouro posssível estão felizes com sua metade ou ainda possuem esperança de encontrar aquela pessoa, mesmo passado por atribulações e muito sofrimento. Ambas opções apresentam-se otimistas acima de tudo. Já as outras que falam do amor como uma coisa temporal, que passa como a maioria das coisas da vida, são conhecidas como as céticas, pessoas que nunca amaram alguém verdadeiramente,nunca tiveram noção do que se trata,ou crêem no fato de que aquele sentimento que possuíam era amor e passou,sem saber que não passou de uma paixão efêmera ou de uma simples atração forte. E por último,as pessoas as quais não acreditam no amor são possivelmente aquelas que sofreram uma decepção muito marcante e têm medo de sofrer novamente e evitam deparar novamente com aquele sentimento, ou também são testemunhas do sofrimento de pessoas próximas e não querem de forma alguma correr tal risco. Acredito que essas possuem insegurança mais do que tudo.

Penso que existem diferentes fases para cada tipo de pessoa, e essas fases são essas descrições que eu fiz a respeito dos vários tipos de pessoas diante do amor. Fases porque com certeza alguém já acreditou fielmente no amor, pode até ter vivenciado. Diante de uma dificuldade ou de um triste fim, botou-se na cabeça da pessoa que aquilo ia passar,de uma forma ou de outra, até quando se passam tantas situações frustrantes que a pessoa simplesmente manda o tal do amor ir pro raio que o parta e vai simplesmente levando a vida. Tais fases podem ter sequência ou não, depende da situação hisórica de cada um. Digo isso porque já passei por todas essas fases de variadas formas, nunca acreditei,depois passei a acreditar e depois a negar,achei que tinha passado,enfim, não existe padrão certo pra ninguém.

Uma certeza eu tenho: aquela pessoa ainda continua na minha cabeça há um bom tempo, mas isso não me impediu de forma alguma de ter outros relacionamentos;afinal,ninguém escolhe a pessoa que gosta,mas você não pode deixar de viver se a história na qual você acreditava não se desenrolou da forma que gostaria. Não se sabe se um dia virá a acontecer,mas eu custo a acreditar que aquela pessoa guardada no fundo da gaveta não poderá ser um dia jogada no lixo. É um assunto complicado pra falar, mas acho que a gente tem pelo menos o direito de buscar outras formas de ser feliz. Ao menos dá pra acreditar nisso, não acho que vamos estar sempre presos...Por isso é difícil pra mim definir em qual fase me encontro ou de qual maneira eu lido com o sentimento.E acho que pra qualquer um.

Acho que nunca vamos estar devidamente preparados para tudo isso, como uma das minhas música preferidas cita em um verso dela: "Na minha vida eu não posso acreditar que nós íamos morrer por esses pecados, nós éramos apenas novatos..." 



#The Freshmen - The Verve Pipe

8 de ago. de 2010

Minha outra parte desconhecida


I wait for the postman to bring me a letter
And I wait for the good Lord to make me feel better
And I carry the weight of the world on my shoulders
A family in crisis that only grows older

Why'd you have to go?

Daughter to father, daughter to father
I am broken but I am hoping
Daughter to father, daughter to father
I am crying, a part of me is dying and
These are, these are
The confessions of a broken heart

And I wear all your old clothes your polo sweater
I dream of another you the one who would never
Never leave me alone to pick up the pieces
A daddy to hold me, that's what I needed

So why'd you have to go?

Daughter to father, daughter to father
I don't know you, but I still want to
Daughter to father, daughter to father
Tell me the truth, did you ever love me
Cause these are, these are
The confessions of a broken heart
Of a broken heart

Daughter to father, daughter to father
I don't know you, but I still want to
Daughter to father, daughter to father
Tell me the truth, did you ever love me
Did you ever love me
These are
The confessions of a broken heart

And I wait for the postman to bring me a letter...


#Lindsay Lohan -  Confessions of a broken heart

3 de ago. de 2010

Somewhere a clock is ticking


E já se foi mais da metade do ano. É inevitável,mas sempre paro pra pensar no que passou,sempre faço um tipo de "balanço" geral, não porque eu gosto de ficar remoendo o que já se foi (e ainda bem que já se foi), mas pra analisar minhas atitudes diante de tudo o que eu passei,a atitude de pessoas próximas a mim,se houve crescimento pessoal,fortalecimento ou rompimento de laços,essas coisas. E pra mim isso vai ser importande pois essa metade de ano foi imprevisível em todos os sentidos.

Bem, vou começar pelo mês do verão,da curtição,da praia: janeiro. Depois de um fim de ano bastante corrido e com vários problemas de saúde na minha família, queria mais do que tudo descansar,divertir-me com tudo que tem direito e arrumar um estágio.Viajei pro interior,onde fiquei com minha família,visitei outras cidades interioranas,foi legal.Depois fui pro litoral,o lugar que eu mais ansiava pra ir,pois adoro uma praia,principalmente a que eu frequento sempre,Tamandaré. E foi pra lá que eu fui. Esperava passar uma temporada completamente diferente da que eu passei,achei que ia ser como sempre foi,com muita arriação,bagaceira,enfim,tudo que sempre me fez não querer voltar da praia.Infelizmente não foi bem como eu gostaria,mas já passou e não vale a pena aprofundar o assunto.

Já em fevereiro (minhas férias foram prolongadas por causa do  novo Enem que atrasou o início das aulas na minha faculdade), aconteceu o que devia ter acontecido em janeiro: curti ao máximo as prévias de carnaval, com direito a fantasia e tudo mais, conheci gente nova,dancei,brinquei,bebi,curti mesmo,tudo. Tanto que no meio do mês fiquei doente,tendo que apelar pro soro. Depois, viajei pra Tamandaré no carnaval com minha família, também foi ótimo, deu pra conhecer mais gente legal,pena que a distância entre dois estados não cooperou muito. Na volta pra casa, retomei contato com pessoas das quais sentia falta, e isso foi bom, não gosto de ficar sem falar com as pessoas que eu considero, e comecei o estágio, que era a anos-luz da minha casa,mesmo assim fui em frente e passei por cima da distância.

Março, fim da vida mansa. Começo de faculdade, muita agitação, mais ainda deu pra sair e aproveitar enquanto as cadeiras não pegavam pesado, foi bem divertido. Consegui outro estágio bem melhor do que eu tava e bem mais perto da minha casa. Passei apenas um mês no estágio anterior, mas valeu a experiência. Esse foi um mês relativamente tranquilo, nem tenho muito a dizer sobre ele, pelo menos eu achava: no fim do mês fui surpreendida com uma notícia não muito boa,que comprometeu certas amizades significativas para mim, e o que mais me chateou foi ter sido pega de surpresa,mas,enfim,vamos pro próximo.

Abril. Mês longo e tenebroso. Começou tão bem, estágio novo, conseguindo levar a faculdade,tudo de boa. Parecia que eu tava no topo da montanha-russa, tudo tranquilo, tava tudo indo nos conformes.Só que o carrinho começou a descer, descontroladamente, inexplicavelmente,sem direção e sem perspectivas de subir e muito menos de diminuir a velocidade da descida.Foi aí que tudo começou a virar do avesso.

Maio (............................................................................................................................) : prefiro não entrar em detalhes.

Junho. Ainda ao avesso,mas um pouco menos, um pouquinho de luz no fim do túnel (ou na farmácia perto da sua casa)! Final de período,stress,correria na faculdade,mente muito bem ocupada. Ainda assim,distante das pessoas que eu amo, continuou difícil, mas o feriado de São João ajudou a arejar a cabeça e continuar levando. Mês em que estive mais perto possível da minhas família. Nada de mais aconteceu, ainda bem, porque tudo demais pra mim é demais mesmo.

Julho já passa da contagem oficial do semestre, mas pra mim continua sendo meio de ano. No começo ainda tava finalizando algumas cadeiras, por conta do atraso no calendário pedagógico: férias de verão enormes e de inverno mínimas. Devido aos episódios ocorridos nos meses anteriores, tive dificuldade pra terminar o período e acabei indo pra final em algumas cadeiras,inclusive uma com cálculos que era um inferno e pra completar eu tinha perdido a minha concentração pra estudar. Na semana da prova, meu tio falece (http://sempalavrascertas.blogspot.com/2010/07/mais-um-guerreiro-encerra-sua-luta.html), não consigo estudar, muito menos ir pro resto das aulas e ir pro estágio. Mas eu tinha que levantar, e fiz a prova final na cara e na coragem,dando uma revisada no assunto e contando com bastante fila. Passado o período na faculdade (ufa!), um peso saiu das minhas costas. Infelizmente a faculdade tornou-se um peso pra mim, que aos poucos tá pensando cada vez mais.

Voltando a julho, finalmente férias! Deu pra dormir mais de 12 horas por dia, retomar algumas saídas (lights), reestabelecer laços, relembrar o significado da palavra diversão, ver a minha avó que anda não muito bem de saúde, ficar mais tempo com minha mãe...Mas sabe aquele ditado "Mente vazia,oficina do diabo" ? Pois é, algumas semanas foram do estilo mês de maio...

Chegando no fim do mês, fiz a matrícula, torcendo pra não ter vaga em todas as cadeiras e eu poder ficar fora de algumas mais. Considero-me ainda ao avesso,não resolvi tudo que pretendia,mas tem o resto do ano ainda para tal. Pra pessoa levantar do chão,ela tem que fazer lentamente,pois quando se vai de uma vez, dá aquela tontura e há risco de cair novamente (quem nunca levantou da cama de uma vez,por exemplo,e viu o quarto girar?).

Prolongando mais um pouco, chegou agosto, comecinho ainda. O que eu posso falar é somente que: tô na última semana de férias,ainda no estágio,cuidando da minha cabecinha e procurando meu caminho de volta pra casa.

O que eu tirei de tanta coisa foi o fato de que por mais que você planeje, projete e acredite no que vai acontecer mais a frente, sempre virá algo ou alguém, de maneira boa ou ruim, pra adicionar ou retirar algo da sua história, supreendemente. E isso não está no nosso controle,são coisas da vida mesmo. 

Por hoje é só.



#Life is a song - Patrick Park

19 de jul. de 2010

Como seria?


"Você já se perguntou se somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas
Ou se são os momentos de nossas vidas que nos fazem?

Se você pudesse voltar no tempo e mudar apenas uma coisa na sua vida,você mudaria?
E se mudasse, será que essa mudança tornaria sua vida melhor?
Ou será que ela acabaria partindo o seu coração?
Ou partindo o coração de outro?

Será que você escolheria um caminho totalmente diferente?
Ou você só mudaria uma única coisa?
Um único momento?Um momento que você sempre quis ter de volta?..."

Infelizmente,ou não,não temos o dom de saber a resposta pra essas perguntas,mas quero deixar uma coisa bem claro: você é eternamente RESPONSÁVEL pelos seus atos,seja a repercussão deles positiva ou negativa.

9 de jul. de 2010

Mete um sorrisão na cara! (?)



"A felicidade vem em muitas formas.
Na companhia de bons amigos,
No que se sente quando quando realiza o sonho de alguém,
Ou na promessa de esperança renovada.
Está tudo bem em deixar-se ser feliz,
Porque você nunca saberá o quão rápida essa felicidade irá acabar..."

Achei legal começar o post com esse texto,porque é mais ou menos o que eu vou falar por aqui. Quem nunca viveu uma felicidade tão intensa que desconfiou que a esmola era demais? Quem nunca passou por um momento bom na sua vida e ficou na expectativa de quando a tempestade ia chegar? Ou então já riu tanto e teve a sensação de que ia ter raiva depois? Ou nenhuma das alternativas, não ligou pra nada disso e curtiu intensamente o momento sem pensar no que vinha depois?

Momentos felizes existem pra cada pessoa,cada um do jeito do seu jeito. Alguns duram muito tempo, outros duram pouco, outros duram menos ainda e ficam alternando com momentos ruins...Mas existem pessoas que têm felicidade o suficiente para realizar suas vidas, pelo menos eu acredito.

Pra mim,não existe estado de felicidade durante as 24 horas do dia. Acho que ia ter muita gente insuportável por aí de tão feliz que seria. "Existem" pessoas assim, aquelas que forçam uma felicidade que não é verdadeira, mas que acham necessário sair mostrando pro mundo inteiro que são pessoas alegres,realizadas e cheias de amor em seus coraçõezinhos e que quando despertam pra realidade, a tristeza torna-se bem mais atenuada.

Eu acredito que pra ser feliz não precisa estar sorrindo o tempo inteiro. Felicidade existe, basta que você esteja satisfeito com o momento vivido, com a sua vida, esteja de bem com as pessoas próximas a você e esteja em paz com sua cabeça e espírito. Sorrir é essencial, mas sem que sua boca fique doendo de tanto o fazer. O sorriso tem que ser sincero, passar coisas boas pra outra pessoa, um sorriso humilde, não esnobe. Sabe-se a diferença.

Retomando a respeito dos momentos de felicidade, acredito que eles sejam mais do que necessários pra aguentarmos melhor nossa rotina, reforçar uma possível felicidade existente e dar forças para continuar o que quer que você esteja fazendo com sua vida, fora as boas lembranças que ficam pra sempre com você. Mesmo tendo aquele pensamendo de que depois da tempestade vem a bonança e vice-versa, acredite na plenitude do momento, curta intesamente aquilo; possa ser que venha uma tempestade depois, mas who cares? A vida é essa, acorde pra realidade e aproveite o que a vida lhe proporcionar de bom, pois nem sempre isso vai acontecer, e dependendo do seu caminhar os bons momentos tornar-se-ão cada vez mais raros. E lembre-se de que pessoas matariam por 10 segundos de felicidade.



"A felicidade é o que o velho homem me contou:
Você olha pra ela, mas jamais a encontrará completamente.
Mas, deixe estar, viva sua vida e deixe isso
Então algum dia, você levanta e ela vai estar em casa..."
#Happiness-The Fray

6 de jul. de 2010

Mais um guerreiro encerra sua luta

Exatamente no mesmo dia em que eu fiz um post sobre família,poucas horas depois eu recebo a notícia que uma pessoa muito querida (meu tio) veio a falecer. Foi muito duro,triste,ainda tô me recuperando,por mais que digam que faz parte da vida,é assim mesmo,sempre é difícil;fácil é falar isso pra alguém quando ela está de luto, e não absorver essas palavras quando quem está de luto é você. Mas não estou aqui pra falar de dor,tô aqui pra falar sobre um guerreiro,isso que o meu tio foi.

Há 15 anos atrás,tio Henrique começou uma luta contra uma doença terrível,que em casos raros sobrevive-se tanto tempo.Foram 15 anos de luta,de melhoras e recaídas,de quedas (literalmente) e levantadas,de cadeira de rodas para muletas, de quimioterapia e radioterapia para remissão e tantas outras coisas...O que mais me admirava nele é que apesar de tantas atribulações,não havia motivo algum para desistir,para deixar de amar,para deixar de ser engraçado,brincar com a gente,tirar onda com a minha mãe,me levar no dentista porque minha mãe tava sempre ocupada e não podia,ajudar a gente,sua família,seus vizinhos,seus amigos...Dar testemunho de fé na igreja,dar conselho a todo mundo...

Tanta coisa,tanta coisa que relembrando tudo isso me fez sentir um pouco mal e até com inveja do meu tio,não uma inveja ruim,mas a inveja que eu tive foi que diante de tantas dificuldades ele não desistiu,ele não se entregou,e que eu saiba tomar isso como um ótimo exemplo,de verdade.

Infelizmente,como todo bom guerreiro,ele mereceu um descanso,e um descanso mais do que merecido.Sua última batalha foi implacável,mas como bom guerreiro que ele era,ele ainda conseguiu ficar durante 65 dias no hospital e ainda conseguiu ficar sem sedativos um período,para,quem sabe,dar suas últimas reclamações,recomendações,e fazer suas últimas brincadeiras.E por ele ser um excelente lutador,seu chefe Superior permitiu isso antes de ele baixar suas armas e partir.

O que tá consolando não só a mim,mas a quase todos daqui é isso: ele não viveu em vão,ele lutou,valorizou a vida,agarrou com todas as forças que tinha as suas chances de recuperação e conseguiu ficar tempo suficiente por aqui pra dar esse exemplo.Por isso minha inveja não é ruim,é mais admiração do que tudo.

O bom guerreiro sabe a hora de parar.E ele soube isso melhor do que ninguém.

4 de jul. de 2010

Good ties


Família pra muita gente é pai, mãe, tia, tio, avô, avó, irmão, primo, cachorro, papagaio, a coisa toda. Pra outras pessoas trata-se de amigos,irmãos de coração,pais de coração, enfim.

Pelo menos pra mim, é uma mistura dos dois, pois muita gente que tem o mesmo sangue o mesmo sobrenome que o meu não sabe metade do que outras pessoas que só têm a minha amizade e carinho sabem. E que já fizeram bem mais do que a verdadeira família devia fazer. Mas a vida é assim, garanto que isso não acontece só comigo. E ainda bem que não é desse jeito com todo mundo da minha família, existem pessoas as quais eu confio a minha vida de olhos fechados,e isso é bom,te dá segurança,você sente que importa pra alguém. Engraçado é que eu não percebia isso com clareza antes,mas um dia a ficha cai.

Os laços que você cria nessa vida são essencias pra te ajudar a seguir,acredite. Faça de tudo pra mantê-los fortes, pois as pessoas podem supreender você,de um jeito bom ou não. E nunca,nunca mesmo subestime o valor que a família tem.Por mais que você pense que ela não te entende, por mais que você se sinta a ovelha negra,um estranho no ninho,seja o que for.No final,sempre ela vai estar lá.E quando você menos esperar você vai perceber esse valor.

3 de jul. de 2010

Procurando


"Today I heard the sound of birds and I wish that I was anywhere but here..."

2 de jul. de 2010

Indo pra direção certa


É, hoje o que mais se falou foi a expressão: "Bola pra frente, cabeça erguida..." e o resto eu não sei mais, enfim, mas é basicamente isso que tem de se fazer...e não tô falando só da seleção brasileira;essa expressão tá sendo mais válida impossível pra mim, e vai continuar sendo,vou continuar buscando tal coisa incansavelmente,agarrando com toda a força tudo aquilo de bom que me acontece,pra atrair mais coisas boas sempre.

Engraçado foi que a copa pra mim esse ano passou mais ou menos dessa forma: "Já é copa?Ah,tá.Vai ter jogo do Brasil?Ok,eu vou.Brasil perdeu?Tá.E a seleção?2014 vem aí..."

29 de jun. de 2010

Nem sempre ignorar faz bem


Durante a terapia hoje, a conversa foi desenrolando até uma hora em que eu comecei a me abrir pra umas coisas que estavam guardadas a um bom tempo comigo. Coisas que eu carrego e que fazem parte da minha vida e do meu passado também que com certeza contribuíram para o que eu sou e como eu me sinto hoje.

Vou confessar que,abrir essa partezinha de mim foi bom e ruim ao mesmo tempo;bom porque eu consegui desabafar algo que pra mim é difícil de compartilhar com qualquer pessoa que seja,o que,querendo ou não,acaba sendo um peso.Ruim porque tive de relembrar o que eu sinto diante disso e como certas coisas na minha vida se desenrolam por conta disso tudo.

Pode parecer confuso o que eu tô dizendo,mas o que eu queria falar é que às vezes precisamos voltar um pouco no tempo pra analisar algumas partes essenciais da sua vida,pois elas afetam diretamente nas suas ações atuais e no seu estado de espírito,o que eu estou percebendo mais ou menos agora.

É difícil falar sobre um assunto o qual você não gosta,prefere ignorar,fingir que aquilo não faz diferença pra você. Mas às vezes isso é necessário,para o seu bem,pois se não deu pra lidar da forma correta com o que aconteceu anteriormente,hoje em dia você pode ter a chance de trabalhar naquilo pra poder seguir em frente melhor do que antes.Não é remoer o que passou,mas sim saber lidar com aquilo da maneira certa,contando com as pessoas certas pra entender você e te ajudar a superar os problemas atuais que de certa forma são reflexos do que passou.

Por isso nem sempre ignorar faz bem,pois adiante aquilo pode vir à tona de formas bem piores.Então,o que você tiver de mal resolvido,aproveite pra resolver enquanto ainda tem tempo,pois nem sempre seremos privilegiados com essa oportunidade,por mais difícil que seja.

"...E a dor é como um ladrão na  noite: quieta, persistente, injusta. Dimínuida pelo tempo, pela fé e pelo amor..." 

10 de jun. de 2010

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Será que é pedir demais por uma perspectiva?


Não devia ser assim.